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Gripe (Influenza)

A gripe ou influenza é uma doença respiratória viral altamente contagiosa, causada pelos vírus da família Orthomyxoviridae. Esses vírus possuem genoma de RNA segmentado e são classificados em três tipos principais que afetam os humanos: Influenza A, Influenza B e Influenza C. A influenza A é a mais virulenta e responsável pela maioria das pandemias e epidemias sazonais, enquanto a influenza B circula predominantemente em humanos, causando surtos locais. O tipo C é menos comum e está associado a casos mais leves.

Estrutura e tipos de vírus Influenza

Os vírus da influenza são envelopados e possuem um genoma de RNA segmentado em 7 ou 8 segmentos, dependendo do tipo. Suas principais proteínas de superfície são:

  • Hemaglutinina (HA): É responsável pela ligação do vírus aos receptores celulares do hospedeiro e pela fusão do envelope viral com a membrana celular. Existem 18 subtipos diferentes de HA identificados.
  • Neuraminidase (NA): Atua na liberação dos novos vírus formados na célula infectada, facilitando a disseminação do vírus. Existem 11 subtipos de NA.

Com base nas combinações de HA e NA, o vírus influenza A é classificado em subtipos, como o H1N1 e o H3N2, que são os mais comuns em humanos.

Ciclo de vida do Vírus

O ciclo de vida da influenza começa com a adesão do vírus à célula hospedeira, mediada pela interação entre a hemaglutinina (HA) viral e o ácido siálico presente na superfície das células epiteliais do trato respiratório. Após a entrada na célula via endocitose, ocorre a fusão do envelope viral com a membrana endossomal, liberando o genoma viral no citoplasma. O RNA viral é então transportado para o núcleo da célula, onde sofre transcrição e replicação.

Após a síntese das proteínas virais e a montagem dos novos vírus, a neuraminidase (NA) facilita a liberação dos vírus da célula infectada, permitindo que a infecção se propague para outras células.

Transmissão e Patogênese

A influenza é transmitida principalmente por gotículas respiratórias expelidas por pessoas infectadas ao tossir, espirrar ou falar. O contato direto com superfícies contaminadas também pode ser uma via de transmissão.

A infecção pelo vírus influenza provoca uma resposta imune inflamatória no trato respiratório, com a ativação de células do sistema imunológico, como macrófagos e linfócitos. A destruição do epitélio respiratório pela replicação viral e pela resposta imune contribui para os sintomas clássicos da doença, como febre, dor de cabeça, mialgia, tosse e fadiga. Em casos graves, podem ocorrer complicações, como pneumonia viral primária ou pneumonia bacteriana secundária, especialmente em grupos de risco, como crianças, idosos, gestantes e imunocomprometidos.

Diagnóstico

O diagnóstico de influenza pode ser clínico, especialmente durante surtos sazonais, mas a confirmação laboratorial é essencial em muitos casos, especialmente para guiar o tratamento e medidas de controle. Os principais métodos de diagnóstico incluem:

  • Testes de detecção rápida de antígenos: Detectam antígenos virais em amostras respiratórias. São rápidos, mas têm sensibilidade limitada;
  • RT-PCR (Reação em Cadeia da Polimerase com Transcrição Reversa): É o método mais sensível e específico, capaz de identificar subtipos virais. É considerado o padrão-ouro para o diagnóstico de influenza;
  • Cultura viral: Pode ser realizada para isolamento e caracterização do vírus, mas é demorada e usada mais em estudos epidemiológicos.

Prevenção

A prevenção da influenza é baseada principalmente na vacinação anual. As vacinas disponíveis são desenvolvidas a partir de vírus inativados ou atenuados, e a composição é ajustada anualmente para corresponder aos vírus em circulação. A vacinação é recomendada especialmente para grupos de risco, como idosos, gestantes, crianças pequenas e profissionais de saúde.

Além da vacinação, medidas preventivas incluem:

– Cobrir a boca ao tossir ou espirrar;

– Lavagem frequente das mãos com sabão ou uso de álcool em gel;

– Evitar contato com pessoas doentes durante surtos.

Tratamento

O tratamento da Influenza inclui tanto medidas de suporte quanto antivirais específicos. Os principais antivirais usados são os inibidores de neuraminidase, que interferem na liberação de novos vírus das células infectadas, reduzindo a gravidade e duração dos sintomas, principalmente se iniciados precocemente (dentro de 48 horas após o início dos sintomas).

Variabilidade Viral e Pandemias

A alta variabilidade do vírus influenza é uma das maiores preocupações de saúde pública, pois o vírus sofre frequentemente mutações e, ocasionalmente, pode ocorrer a troca de segmentos genéticos entre diferentes subtipos, resultando em novos subtipos virais com potencial pandêmico, como observado nas pandemias de 1918 (H1N1), 1957 (H2N2), 1968 (H3N2) e 2009 (H1N1).

A influenza continua sendo um desafio global devido à sua alta transmissibilidade e capacidade de mutação. Embora a vacinação seja a principal estratégia preventiva, o desenvolvimento de novos antivirais e o aprimoramento das vacinas são essenciais para controlar os impactos sazonais e possíveis pandemias futuras.

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