A monkeypox é uma doença viral rara causada pelo vírus monkeypox (MPXV), que pertence à mesma família do vírus da varíola. Embora a varíola tenha sido erradicada em 1980, a monkeypox continua a ser uma preocupação de saúde pública, especialmente em algumas regiões da África Central e Ocidental, onde é endêmica. Nos últimos anos, surtos ocasionais têm sido relatados em outras partes do mundo, levantando preocupações sobre sua disseminação.
Origem e Transmissão
O vírus da monkeypox foi descoberto pela primeira vez em macacos em 1958, o que deu origem ao nome da doença. No entanto, roedores e pequenos mamíferos são os principais reservatórios naturais do vírus. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio de mordidas, arranhões ou contato direto com fluidos corporais de animais infectados. Além disso, a transmissão entre humanos também é possível, seja por contato com lesões cutâneas, fluidos corporais, gotículas respiratórias ou objetos contaminados.
A monkeypox não é tão facilmente transmissível quanto o SARS-CoV-2, o vírus causador da COVID-19, mas surtos em humanos têm ocorrido com maior frequência nas últimas décadas devido ao aumento da interação entre humanos e animais selvagens, principalmente em áreas rurais e florestais.
Sintomas
Os sintomas da monkeypox são semelhantes, embora geralmente menos graves, aos da varíola. Eles incluem:
- Febre: Um dos primeiros sinais da infecção.
- Dor de cabeça intensa e dores musculares.
- Inchaço dos gânglios linfáticos (linfadenopatia), o que diferencia a monkeypox de outras doenças semelhantes, como a varíola.
- Erupção cutânea: Começa no rosto e se espalha para outras partes do corpo. As lesões evoluem em estágios, de máculas (manchas) a pápulas, vesículas, pústulas e, finalmente, crostas.
O período de incubação, geralmente varia de 6 a 13 dias, mas pode se estender até 21 dias.
Diagnóstico
O diagnóstico da monkeypox pode ser feito com base nos sintomas clínicos, especialmente se a pessoa vive em áreas endêmicas ou esteve em contato com animais ou indivíduos infectados. A confirmação laboratorial é realizada por meio de testes moleculares, como a reação em cadeia da polimerase (PCR), que detectam a presença do DNA viral.
Tratamento e Prevenção
Atualmente, não há um tratamento antiviral específico aprovado para a monkeypox. O manejo da doença é principalmente sintomático, visando aliviar os sintomas e prevenir complicações. Em alguns casos, antivirais usados para tratar a varíola, têm sido usados experimentalmente com resultados promissores.
A prevenção envolve evitar o contato com animais potencialmente infectados e com pessoas contaminadas. Em surtos, medidas de controle, como o isolamento de pacientes e o rastreamento de contatos, são fundamentais para limitar a propagação. Embora a vacina contra a varíola tenha sido descontinuada em larga escala após a erradicação da doença, ela ainda pode fornecer proteção cruzada contra a monkeypox, devido à similaridade dos vírus.
Surtos Recentes
Em 2022, houve um aumento inesperado de casos de monkeypox fora das áreas endêmicas, com surtos sendo relatados na Europa, nas Américas e em outros continentes. Este surto internacional foi particularmente notável porque afetou indivíduos sem histórico de viagem para áreas endêmicas, sugerindo uma nova dinâmica de transmissão. O surto levou a uma resposta coordenada de autoridades de saúde pública global, com campanhas de vacinação para grupos de risco, vigilância epidemiológica intensificada e conscientização da população sobre medidas de prevenção.
Embora a monkeypox seja uma doença menos mortal e menos contagiosa do que a varíola, ela continua a representar um risco, especialmente em regiões endêmicas. Com o aumento dos surtos fora dessas áreas, é importante que os sistemas de saúde estejam preparados para identificar e controlar a propagação do vírus. Vacinas e tratamentos continuam a ser desenvolvidos e estudados para proteger populações vulneráveis e prevenir futuros surtos.
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