O Clostridium difficile é uma bactéria, gram-positiva, formadora de esporos e produtora de toxinas. A infecção causada por C. difficile afeta o intestino grosso (colón) podendo variar de um portador assintomático a diarreia, progredindo para condições graves, como colite pseudomembranosa e megacólon tóxico com choque séptico, muitas vezes resultando em uma alta taxa de mortalidade. É considerada a principal causa de diarreia associada a antibióticos em todo o mundo.
Segundo dados do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), há uma estimativa de que o C. difficile seja a causa de aproximadamente meio milhão de infecções nos Estados Unidos a cada ano. Já no Brasil, ocorre subnotificação de casos e poucas informações sobre as cepas circulantes, embora tenha sido demonstrado que a duração de tratamento, tempo de internação, tipos de antibióticos (Cefalosporinas e Carbapenemas) e idade avançada, são fatores de risco para a infecção.
Os sintomas incluem diarreia, febre, dor ou sensibilidade no estômago, perda de apetite e náusea. A infecção por C. difficile também pode causar desidratação e colite (inflamação do cólon). Outras complicações mais raras da doença incluem, cólon dilatado (megacólon tóxico), sepse e morte.
Comumente a doença afeta pacientes que apresentam um desequilíbrio da microbiota intestinal após uso de antibióticos. O que ocorre é que numa microbiota normal temos bactérias “benéficas” e “não-benéficas”, porém os antibióticos não combatem somente as bactérias prejudiciais, mas também as bactérias que contribuem para o equilíbrio da microbiota. Assim, C. difficile cresce de forma descontrolada causando colite.
O C. difficile pode colonizar o intestino de pessoas saudáveis sem causar infecção e sobreviver em superfícies hospitalares e no solo por longos períodos. Superfícies contaminadas e equipamentos médicos em instalações de saúde podem se tornar reservatórios para esporos de C. difficile, com potencial de transmissão aos pacientes se protocolos de limpeza adequados não forem implementados rotineiramente. O fator de risco mais significativo para infecção por C. difficile são os antibióticos de amplo espectro.
O diagnóstico da infecção por C. difficile é feito através de exame laboratorial a partir de amostras de fezes do paciente. O exame para pesquisa de GDH, uma enzima produzida por todas as cepas do C. difficile independentemente de serem toxigênicas ou não, é recomendado como método de triagem preliminar. Já as toxinas A e B são duas substâncias altamente potentes e letais que causam os sintomas clínicos da infecção. Se diagnosticado, o tratamento é realizado através da administração de antibióticos específicos, como vancomicina ou fidaxomicina por pelo menos 10 dias.
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