Hepatites Virais

As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, sendo infecções que atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. As hepatites virais mais comuns no Brasil são causadas pelos vírus A, B e C. Na sua maioria são infecções silenciosas e não apresentam sintomas. Porém, quando presentes, podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, náusea, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura, e fezes claras.

A hepatite A é causada pelo vírus A (HAV) e também é conhecida como “hepatite infecciosa”, sendo na maioria dos casos de caráter benigno, contudo o curso sintomático e a letalidade aumentam com a idade. Sua transmissão é fecal-oral (contato de fezes com a boca) e a doença tem grande relação com a insegurança alimentar e da água, além de baixos níveis de saneamento básico e higiene pessoal. Outras formas de transmissão incluem o contato pessoal próximo e a prática sexual anal ou oral-anal que propicie o contato fecal-oral principalmente.

Os sintomas inicias são inespecíficos e podem ser seguidos de sintomas gastrointestinais. A presença de urina escura ocorre antes do início da fase na qual a pessoa pode apresentar icterícia. Os sintomas costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção e duram menos de dois meses.

O diagnóstico da infecção é feito pela pesquisa de anticorpos anti-HAV IgM para detecção de infecção inicial. É possível também a pesquisa de anticorpos IgG para verificação de infecção passada ou resposta vacinal de imunidade. Não há tratamento específico para a hepatite A; somente são usados medicamentos para alívio dos sintomas.

A hepatite B é causada pelo vírus B (HBV) e é a segunda maior causa de morte entre as hepatites virais. Na maioria dos casos não apresenta sintomas e muitas vezes é diagnosticada décadas após a infecção com sinais relacionados a outras doenças do fígado. A vacinação é a principal forma de prevenção da doença.

Sua transmissão pode se dar da mãe para o filho durante a gestação ou durante o parto, ou seja, por transmissão vertical. Nesse caso, o bebê apresenta maior chance de desenvolver a hepatite B crônica. Dessa forma, a investigação para a hepatite B deve ser feita em todas as gestantes a partir do primeiro trimestre de gestação. Se o resultado for não reagente e não houver histórico de vacinação prévia, recomenda-se a vacinação em 3 doses.

O diagnóstico é realizado através da pesquisa de antígenos do HBV (HBsAg) ou de anticorpos contra o vírus. No caso do HBcAb detecta-se anticorpos contra o antígeno core, presente no núcleo viral do vírus, o que reflete que o paciente esteve em contato com o vírus, seja por infecção aguda ou crônica. Já o HBsAb é um marcador que indica presença de anticorpos contra o antígeno de superfície do vírus, o que demonstra que o paciente teve contato com o vírus através de infecção ou pela vacina. Pacientes com hepatite B crônica permanecem com o HBsAb positivo, enquanto pacientes curados têm HBsAb negativo. Sendo assim, o exame é indicado para verificar se o paciente está imunizado após a vacinação ou se o tratamento para hepatite B está sendo eficaz ou se houve cura. E o HBeAb indica que o sistema imune está combatendo o vírus e que os níveis de multiplicação viral estão diminuindo.

A hepatite B não tem cura. Entretanto, o tratamento objetiva reduzir o risco de progressão da doença e suas complicações, especificamente cirrose, câncer hepático e morte.

A hepatite C é um processo infeccioso causado pelo Vírus da Hepatite C (HCV) que pode se manifestar de forma aguda ou crônica. A forma crônica é uma doença de caráter silencioso e que evolui se caracterizando por um processo inflamatório persistente no fígado. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que dentre os casos crônicos, o risco de desenvolvimento de cirrose varia de 15 a 30%. Há ainda a chance aumentada de 15 a 20 vezes de desenvolvimento de carcinoma hepatocelular em pacientes infectados pelo HCV.

Segundo dados da OMS, estima-se que 58 milhões de pessoas tenham infecção crônica pelo vírus da hepatite C. Em 2022, cerca de 1,3 milhão de pessoas morreram de hepatite viral em 187 países, sendo 17% pela hepatite C devido a complicações hepáticas. A hepatite C é considerada uma epidemia mundial e todos os dias cerca de 3.500 pessoas morrem em todo o mundo devido a infecções por hepatite B e C.

No Brasil, entre 2000 a 2022, foram diagnosticados mais de 298 mil casos de hepatite C.

A hepatite C é uma doença silenciosa. O período de incubação do vírus varia de 2 a 6 semanas e aproximadamente 80% dos infectados não apresentam sintomas. Mas em casos agudos sintomáticos, podem apresentar febre, fadiga, diminuição do apetite, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes pálidas, dor nas articulações e icterícia (amarelamento da pele e do branco dos olhos).  De 60% a 85% dos casos evoluem para a forma crônica, e podem desenvolver cirrose hepática e carcinoma hepatocelular.

A transmissão do HCV pode ocorrer por compartilhamento de objetos contaminados, como agulhas e seringas, através da reutilização de equipamentos médicos, odontológicos, de manicure ou de estúdios de tatuagem sem a devida esterilização e por meio de hemodiálise, cirurgias e transfusões realizadas sem os devidos cuidados de biossegurança. A transmissão através de relações sexuais sem o uso de preservativos ou da mãe para o filho durante a gestação ou parto, são causas menos comuns.

Normalmente o diagnóstico da hepatite C ocorre através de testes rápidos ou sorológicos que apontam a presença dos anticorpos anti-HCV. A hepatite C tem cura e o tratamento é realizado através de antivirais de ação direta. As taxas de cura são de mais de 95%.

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