Técnicas Diagnósticas Avançadas
Imunocromatografia
Os testes imunocromatográficos são amplamente utilizados e, apesar do nome complicado, tratam-se basicamente da detecção de analitos na amostra, por meio de uma membrana onde ocorrem forças capilares e ligações específicas entre anticorpos e antígenos, da seguinte maneira:
Funcionamento
- O dispositivo teste possui uma membrana de nitrocelulose, composta geralmente pela linha teste (T) e controle (C), onde anticorpos e antígenos são depositados. A base do conjugado também contém anticorpos e/ou antígenos, porém estes são conjugados com uma solução de nanopartículas de ouro coloidal ou látex, dando cor nas linhas teste e controle, que podemos ver quando a reação ocorre;
- A base de amostra é o local onde a amostra será adicionada e a base absorvente tem como função reter o excesso de solução durante a corrida;
- Quando a amostra é aplicada na base de amostra e migra para a base do conjugado, o analito, sendo o antígeno ou anticorpo de interesse, reage com os anticorpos e/ou antígenos que estão ali depositados. Nesse momento ocorre uma ligação entre anticorpo e antígeno, que chamamos de complexo antígeno-anticorpo;
- Por meio da capilaridade, o complexo antígeno-anticorpo migra para a membrana, e reage com o anticorpo depositado na banda teste, e assim ocorre a formação de uma linha colorida que vemos quando o teste é positivo. Caso não ocorra essa reação, não há desenvolvimento de cor na banda teste, e o teste é negativo.
- O excesso de conjugado liga-se ao anticorpo depositado na banda controle. Sempre deverá ocorrer a formação de uma linha colorida nessa área, mostrando que a reação ocorreu corretamente. Caso não ocorra, o teste é inválido e deve-se utilizar um novo dispositivo teste para repetição do mesmo.
Vantagens

Pode ser realizado por profissionais treinados ou por leigos no caso dos autotestes;

Rápida obtenção dos resultados (em até 15 minutos);

Facilidade no armazenamento dos kits (2-30 ºC) auxiliando o transporte, além de vida útil de até 2 anos.

Diversidade na utilização de amostras, como sangue, soro, plasma, saliva, urina, fezes, swab nasal, orofaríngeo, nasofaríngeo, entre outras;

Fácil interpretação dos resultados, já que não há necessidade de técnicas complicadas ou uso de equipamentos devido a cor das linhas de teste e controle que permitem a visualização e interpretação do resultado;
Imunofluorescência (FIA)
Os testes baseados em Imunofluorescência (FIA), também são testes rápidos assim como os de Imunocromatografia, porém são mais específicos e sensíveis, uma vez que a maior vantagem está na quantificação do analito em análise, permitindo laudos mais precisos, pois é possível para os profissionais saberem a concentração da substância no organismo do paciente.
O Imunoensaio Fluorescente permite a detecção do analito alvo através de ligações específicas que ocorrem entre antígeno e anticorpo e que são identificadas e podem ser quantificadas através de micropartículas fluorescentes conjugadas a anticorpos específicos. Dessa forma:
Funcionamento
- A membrana de nitrocelulose do dispositivo é previamente revestida na banda teste (T) com antígenos ou anticorpos específicos, de acordo com o analito-alvo, os quais são capazes de detectar esse analito na amostra de interesse;
- A base do conjugado contém micropartículas fluorescentes conjugadas também a anticorpos específicos;
- Os analitos, se presentes, passarão através da base do conjugado e se ligarão ao anticorpo anti-analito, formando um complexo antígeno-anticorpo fluorescente, o qual migrará para a membrana de nitrocelulose onde estão impregnadas as bandas teste (T) e controle (C);
- Quanto mais analito na amostra, mais complexos antígeno-anticorpo se acumulam na região teste (T) e podem ser quantificados através da fluorescência emitida. Em amostras não reagentes, não haverá a formação do complexo fluorescente;
- O excesso de conjugado contendo o IgG de coelho continua a migrar pela membrana e se liga ao anticorpo de cabra anti-IgG de coelho impregnado na linha controle (C), mostrando que a reação ocorreu corretamente. Caso não ocorra, o teste é inválido e deve-se utilizar um novo dispositivo teste para repetição do mesmo;
- O complexo fluorescente emite luz em comprimento de onda específico quando excitado por uma fonte de luz ultravioleta (UV), o qual pode ser detectado pelo analisador; de acordo com a intensidade de fluorescência emitida, é possível calcular a concentração do analito na amostra, a qual é diretamente proporcional à emissão de fluorescência.
Vantagens
A utilização da tecnologia EUROPIUM, a qual utiliza o elemento európio como marcador de fluorescência, proporciona várias vantagens aos testes FIA, como:

INTEGRAÇÃO LIS/LABORATÓRIO permitindo otimização dos processos de automação para melhor gestão dos laboratórios clínicos.

Resultados rápidos (3-15 minutos);

Resultados qualitativos e quantitativos;

Leitura automatizada com operação simples;

Resultados objetivos (relatório realizado pelo analisador);

Controle de qualidade rigoroso garantindo alta precisão.

Ampla faixa de armazenamento dos kits (4-30 °C) e vida útil de até 2 anos.